domingo, 25 de outubro de 2009

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medrosamente se cansou. voltou a dormir à procura das roupas tiradas pelo avesso. e não ia a sua cabeça nenhum perfume, sensitiva - nesse papel - passou a procurar por cheiro de pele, tipicamente encontrado em peças do avesso.

domingo, 18 de outubro de 2009

surgiu-me então um novo paredro - repentinamente. gosto de sangue, dedilhar porosamente cintilante e ali vi se tratar de
seria um conluio contra mim, terrible enfante?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

optei pelo hospício

quis levá-lo de volta comigo para casa
despi-lo e lambê-lo como fazia antiga
mente mas havia aquele monte de papéis
assinados e cheios de x nos quadrados onde
estava escrito solteiro, masculino, branco,
coisas assim

(poematizei o caio, talvez seja essa
a problemática do quadrado)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

disse-me possuir uma constelação, no braço esquerdo. não o desmereço. em contrapartida, me aborreço. minha constelação é no direito. talvez, frente a frente, se liguem os pontos.
além do que, gosto de envaidecê-lo com elogios passarescos, ora beijos-cortejos, ora lampejos - o apedrejo! posso lhe dizer o que bem entendo. posso ter no joelho uma ferida. posso esconder uma cicatriz que vai do queixo ao seio, posso dissimular o aconchego e a mordida - o que vê? posso ser coxa, despenteada, esmilinguida. em meio a tanto desafeto, reagiria você com uma lambida? na bochecha irrelata da amiga desconhecida.

domingo, 4 de outubro de 2009

eu que desaniversario
no dia do perdão
e comemoro a mim
e à mea culpa
dia seguinte