eu nunca sonhei ser jornalista. tanto nunca que, sempre que posso encontro brechas para me afastar, olho de canto de olho, profiro um amargurado leave me alone e tento fingir que nada se passou. e que do sexto semestre da faculdade de jornalismo eu não quero passar.
ainda nos primeiros semestres de faculdade, quando engatinhava na comunicação social, eu era apaixonada crônica por tudo aquilo que o tronco comum me apresentava. o tronco, que consiste em três semestres, passou como uma micareta interdisciplinar que me rendeu um acervo de livros difíceis de classificar. é abominável julgar um livro pela cara, mas aceitável julgar o dono pelo livro que ele carrega. e se tratando dos meus, sou rizomática. os livros de psicanálise caem perfeitamente bem com os de literatura argentina e filosofia religiosa.
por que escolhi o jornalismo como profissão? além da interdisciplinariedade, o rizoma editorial, o meu interesse em querer saber sobre tudo – e consequentemente fazer com que todos sobre tudo saibam – tenho como ponto de partida [não necessariamente em ordem cronológica ou hierárquica] o prazer pela escrita. o capricho chega a seguir quase ordens estéticas. colocar em palavras a informação, torná-la atraente, e fazer do conteúdo mais complexo o mais acessível, sem com isso ter seu valor dissipado, é um dom. seria petulância dizer que beira à arte?
que adjetivo atribuir à uma profissão que permeia obrigação e lazer, massificação ornamentada? e a ambição do quinto poder pode ser afimada. o jornalismo deflagração diariamente se manifesta através de questionamentos e diálogo arbitrário, ferramenta social: ponte entre sociedade e a outra parte. e isso é uma responsabilidade e tanto.
ainda nos primeiros semestres de faculdade, quando engatinhava na comunicação social, eu era apaixonada crônica por tudo aquilo que o tronco comum me apresentava. o tronco, que consiste em três semestres, passou como uma micareta interdisciplinar que me rendeu um acervo de livros difíceis de classificar. é abominável julgar um livro pela cara, mas aceitável julgar o dono pelo livro que ele carrega. e se tratando dos meus, sou rizomática. os livros de psicanálise caem perfeitamente bem com os de literatura argentina e filosofia religiosa.
por que escolhi o jornalismo como profissão? além da interdisciplinariedade, o rizoma editorial, o meu interesse em querer saber sobre tudo – e consequentemente fazer com que todos sobre tudo saibam – tenho como ponto de partida [não necessariamente em ordem cronológica ou hierárquica] o prazer pela escrita. o capricho chega a seguir quase ordens estéticas. colocar em palavras a informação, torná-la atraente, e fazer do conteúdo mais complexo o mais acessível, sem com isso ter seu valor dissipado, é um dom. seria petulância dizer que beira à arte?
que adjetivo atribuir à uma profissão que permeia obrigação e lazer, massificação ornamentada? e a ambição do quinto poder pode ser afimada. o jornalismo deflagração diariamente se manifesta através de questionamentos e diálogo arbitrário, ferramenta social: ponte entre sociedade e a outra parte. e isso é uma responsabilidade e tanto.