domingo, 26 de junho de 2011

- vou assim que me livrar dos meus afazeres
- e eu assim que me livrar dos meus vou me submeter a uma massagem daquelas que as pessoas pisam nas costas
- eu chamo isso de favor de piscina. você pede, e alguém pisa em cima, para você não flutuar. ficar lá em baixo, barriga de encontro com o chão. e a pessoa pede para que dê um sinal, para sair do lugar, e a sua vontade é ficar lá
- no caso quero um pouco de inversão, quero flutuar para dentro e levar as vontades todas comigo e os pés pisando em cima
- e eu queria morrer afogada na piscina de casa. uma peripécia impossível. só não se eu for pisada.

honestidade ementirada

– não tem mais graça
– por quê?
– sabe porquê alá. talvez não me pegou como devia, pela bacia. ou me chamou por engano de sofia. talvez porque uma vez perguntei se já sentia minha falta e não respondeu, uma mentirinha me bastava, já me comprava.
– honestidade ou mentirinha?
– fico com a honestirinha.

(deve continuar.)

domingo, 12 de junho de 2011

sábado, 11 de junho de 2011

rosa

há sete anos atrás a cartomante já te via nas cartas do baralho. foi tempo suficiente para você tornar-se grisalho, e eu descrente da mística, abandonei a cigana, que naquela época te via moreno claro. eu precisava de algo mais exato, como uma bola de cristal, ou jaspe-verde, tipo o amuleto que ganhei em forma de elefante da minha tia. lá, na bola, te enxergaria músico potiguar, há sete anos atrás, me alertando que um três de paus não é tão bom quanto se imagina.