a confusão começa com as sílabas tortas, gramática morta e palavras alheias sem significação exata, sem a verdadeira atribuição de minhas palavras que quando lidas por você correspondem a nada. nada do que poderia por mim ser dito, nada daquilo que gostaria de ter lido. impulsiva em primeira pessoa - singular e plural - com consoante e vogal comeria a assassina joaninha para salvá-la do mal em especial as uvas importadas. do brazil.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
mosule te-as intreba
a galinha misteriosa era apenas uma nota causou um acidente àquela roda foi um cisco em memória à visita da senhora mieta dona siminica bialetti e bolachinha na cozinha mais bonita do residencial bela louça bela vista a música na vitrola contrapondo à mobília meu bem meu mau essa é a música mais bonita que já ouvi em vida.
e em morte, em morte a música se assemelha à beleza da em vida cine are fata mare enquanto a conversa segue vou confabulando longe a três mil e setecentas milhas qual seria a tradução que melhor caberia.
e em morte, em morte a música se assemelha à beleza da em vida cine are fata mare enquanto a conversa segue vou confabulando longe a três mil e setecentas milhas qual seria a tradução que melhor caberia.
domingo, 7 de novembro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
sábado, 25 de setembro de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
langage tangage
após algumas páginas do labirinto, tirei um cochilo e sonhei com o eliade que entrava em minha casa e me chamava para passear para ajudá-lo com as malas no meu sonho era muito velho, tinha dificuldades com o francês e com as escadas, derrubei a sua bagagem mais pesada e vi caindo pelos degraus livros do bataille e do leiris. foi muito característico, como um sonho poderia ser, entenda. nada fez sentido. nada haveria de fazer.
mircea eliade muito querido, como um avô não tido, me colocou no colo, lambeu meus olhos, perguntei o que é ser romeno pra você? e o teilhard de chardin, quando vem me ver?
no próximo sonho, talvez
mircea eliade muito querido, como um avô não tido, me colocou no colo, lambeu meus olhos, perguntei o que é ser romeno pra você? e o teilhard de chardin, quando vem me ver?
no próximo sonho, talvez
terça-feira, 24 de agosto de 2010
em 2007
anas e lucias e saras todas bossas na praia ouvindo em tom de gemido cariño mi corazón comendo câncer de montão e agora o choro é uma vazão [antes era um vagalhão] eu escondia fazia um esforço sobre-humano deixei-te lá loira quieta era chegar à miudez a minha meta para otho olha, agora pia. agora reza.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
coração colado em coação
eu te cravei uma mordida, mas você não sentiu
e esse non-sentimento em mim surtiu
mais como um desafio, desafeto,
desdém ao meu cio. que sabes, meu querer é de morte
e esse non-sentimento em mim surtiu
mais como um desafio, desafeto,
desdém ao meu cio. que sabes, meu querer é de morte
sábado, 21 de agosto de 2010
o súbito arrepio novamente me tomou, quando iniciei a leitura daquelas palavras que não eram suas, mas sim a inserção de aspas que definem a citação e não o plágio cretino - é o meu caso. o abuso me ocasionou o que em sua presença eu chamaria de espasmo, mas de imediato vem a ser uma indistinção de terror e entusiasmo. era o que, aquilo que eu lia, que me comia as laterais das unhas, os ponto g ponto c pontos pontuáveis, as feridas não sujas? eu nunca saberia, assim como nunca soube exatamente o que foi o jogo mal jogado, só vim descobrir tempos depois, encarando o fado dentro de um livro escancarado.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
mi
e eu vou te fazer me verbalizar, não através da pateticidade da rima mas a tortuosidade da mímica a morosidade da cisma você vai olhar e olhar querer com aquilo se identificar perceber que já se tornou teimosia. me utilizo da pessoalidade para ser contundente me comove saber que dessa língua você não entende e eu vou ser alma eu vou ser amor você vai ser a checoslováquia vai ser beija-flor eu vou ser a pigeon song e você a take away showquinta-feira, 19 de agosto de 2010
outra vez o mesmo vale
o bicho que
vai me comer
mora dentro de mim
mesma
e só espera
a hora de me ver
morrer
me consola saber
que o mesmo vale
pra você
vai me comer
mora dentro de mim
mesma
e só espera
a hora de me ver
morrer
me consola saber
que o mesmo vale
pra você
terça-feira, 17 de agosto de 2010
etnografio
era um funeral boliviano
eu ia até a cozinha e voltava
te servia quitutes na sala, saltenha cigarros e bala
de rabo de olho visualizava meio-corpo:
te beijava, você morreu. agora estava morto.
e então eu era javanesa
meu sarongue se enroscava no seu
chegou o nono dia, adeus
eu ia até a cozinha e voltava
te servia quitutes na sala, saltenha cigarros e bala
de rabo de olho visualizava meio-corpo:
te beijava, você morreu. agora estava morto.
e então eu era javanesa
meu sarongue se enroscava no seu
chegou o nono dia, adeus
sábado, 14 de agosto de 2010
Ligéia de Andrade foi vista muito louca, na Ladeira da Memória com uma bandeira vermelha, azul e branco debaixo do braço: certamente era uma bandeira do Amazonas, e vai daí que desconfiamos que ela esteja em contato com Machado Penumbra, o único homem que poderá dar notícias de Jairo Ferreira em sua atual curtição extraterrena.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
"engulo as minhas próprias palavras. rumino e rumino tudo até que se deteriore. cada pensamento e cada impulso é mastigado até que se transforme em nada. quero controlar todos os meus pensamentos de uma vez, mas eles fogem em todas as direções. se o conseguisse seria capaz de capturar os espíritos mais subtis, como um cardume de pequenos peixes de água doce. poderia revelar inocência e duplicidade, generosidade e cálculo, medo, covardia e coragem. pretendo dizer toda a verdade porque, para isso, teria de ser capaz de escrever quatro páginas simultaneamente, quatro longas colunas simultâneas, quatro páginas resultando numa, e essa é a razão porque não escrevo nada. teria para isso de escrever em reverso, voltar atrás constantemente para agarrar os ecos e os acordes."
anaïs nin
anaïs nin
domingo, 27 de junho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
o poeta da transmutação
nunca pensei
que você
fosse tão fóssil
oh,
meu osso
duro de roer!
esse é o sodré, um homem que conheci e que precisa conhecer.
que você
fosse tão fóssil
oh,
meu osso
duro de roer!
esse é o sodré, um homem que conheci e que precisa conhecer.
sábado, 19 de junho de 2010
k q j b
volto até a sua casa para me certificar de que não é você o moreno claro que a cigana viu nas cartas.
sábado, 12 de junho de 2010
mater gladio transverberata

cumulus passionum,
(ora pro nobis)
(ora pro nobis)

debellatrix incredulorum,
(ora pro nobis)

ancora confidentiae,
(ora pro nobis)

refugium derelictorum,
(ora pro nobis)

terror insidiantium,
(ora pro nobis)

lumen confessorum,
(ora pro nobis)

portus naufragantium
.
terça-feira, 8 de junho de 2010
da primeira filmagem, algo que nunca aconteceu
a suíte clássica. o elenco nu. a ruiva crua - cabelo cacheado de bobs, para ficar bem luís catorze, XV, XVI, henrique oitavo, para evocar ali todos os reis. mas o circuito das frutas é deveras caro.
não, esquece, ainda mais com esse neon. mas as janelas dão um sentimento bom, de livro do garcía márquez. mais non. décadence avec élégance então.
não, esquece, ainda mais com esse neon. mas as janelas dão um sentimento bom, de livro do garcía márquez. mais non. décadence avec élégance então.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
isa bela louca a masterpiece a porn star
estou cansada de mim preciso de umas férias vou fugir para não me encontrar em nenhum lugar
só me resta ir à polinésia.
ou talvez eu deva fugir para o pará. vou lá. comer castanha do pará, encontrar um orixá, castanha do pará eu nunca comi. "passa aqui?"
eu nunca comi devo ser alérgica devo ser aversa a alergia nos afasta é uma aversão sensitiva e automática a começar pela casca e a massa branca de barata.
é melhor parar que só de pensar já começa a me dar
uma coceira. coceira de castanha do parar.
"quero um quarto minimalista como o teu". quarto minimalista como o meu sem saber o que tem dentro é não ter quarto por muito tempo, eu não tenho quarto. tenho um aposento. woah.
"eu não tenho nada. o que tem na polinésia?"
penguim. quaresma.
"por que vai?". porque atrai. de lá te mando um postal, de bora-bora. dizendo vem, lilian louca, embora para bora-bora. vambora, vembora, viens en bora, pourquoi te corrobora em ficar por que não vem. bora? uns malandros dizem
eu me renego a aceitar. sem gírias por hora cem gírias por hora só uns regionalismos
só me resta ir à polinésia.
ou talvez eu deva fugir para o pará. vou lá. comer castanha do pará, encontrar um orixá, castanha do pará eu nunca comi. "passa aqui?"
eu nunca comi devo ser alérgica devo ser aversa a alergia nos afasta é uma aversão sensitiva e automática a começar pela casca e a massa branca de barata.
é melhor parar que só de pensar já começa a me dar
uma coceira. coceira de castanha do parar.
"quero um quarto minimalista como o teu". quarto minimalista como o meu sem saber o que tem dentro é não ter quarto por muito tempo, eu não tenho quarto. tenho um aposento. woah.
"eu não tenho nada. o que tem na polinésia?"
penguim. quaresma.
"por que vai?". porque atrai. de lá te mando um postal, de bora-bora. dizendo vem, lilian louca, embora para bora-bora. vambora, vembora, viens en bora, pourquoi te corrobora em ficar por que não vem. bora? uns malandros dizem
eu me renego a aceitar. sem gírias por hora cem gírias por hora só uns regionalismos
domingo, 30 de maio de 2010
vou te vencer pelo cansaço
vou te vencer pelo cansaço
vou te vencer pelo cansaço
vou te vencer pelo cansaço
vou te vencer pelo cansaço
vou te vencer pelo cansaço
vou te vencer pelo cansaço
vou te vencer pelo cansaço
vou te vencer pelo cansaço
vou te vencer pelo cansaço
vou te vencer pelo cansaço
vou te vencer pelo cansaço
cansei
vou te vencer pelo cansaço
vou te vencer pelo cansaço
vou te vencer pelo cansaço
vou te vencer pelo cansaço
vou te vencer pelo cansaço
vou te vencer pelo cansaço
vou te vencer pelo cansaço
vou te vencer pelo cansaço
vou te vencer pelo cansaço
vou te vencer pelo cansaço
vou te vencer pelo cansaço
cansei
sexta-feira, 28 de maio de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
da primeira vez, algo que nunca foi dito
"vem perto, vem forte, vem vento, vem calmo, sei ainda temos algum tempo, mas também muita morte intercedendo"
sábado, 22 de maio de 2010
eu me sinto ofendida, como se surrada pelo marido na escada do edifício, talvez pelas aspas que bem caberiam aqui mas que não me permito, eu não me permito, maior que a sua fraqueza só mesmo a minha está tudo muito instável e desastroso e inefetivo a situação não é cabível a nenhum tipo de exemplificação e eu vou me sustentando aos gritos.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
quinta-feira paixão
é uma perseguição, à diversão. hoje tem chorinho, roda de samba para ir. a gente se apronta, eu levo, ou alguém busca. a gente se senta na mesa, toma uma cerveja e chora. pela paixão de jesus.
e no fim da quaresma, lá pela quadragésima, aí sim eu me levanto e começo a sambar. sou muito tímida, muito tímida, muito muito, ai ai ai
e no fim da quaresma, lá pela quadragésima, aí sim eu me levanto e começo a sambar. sou muito tímida, muito tímida, muito muito, ai ai ai
fiquei sambando e quando vi se tratar de 23h23 já fui me arrumando para voltar. apesar de que talvez fosse diferente o fuso do lugar, talvez na terra santa já era sexta-feira há muito mais tempo. meia noite e a cinderella amarella já quis voltar. para não pecar. mesmo tocando não quero choro nem vela, quero uma fita amarella gravada com o nome dela.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
ele que, calmo se aproxima, ronronar cantante, quase ofegante e suplicante federico que me lambe toda que o beijo tão tenro repentinamente mordeu meu pulso e assim como federico me vejo
e nessas horas em que o deixo, o troco por viagens e desapegos a ele pergunto, então, é um homem ou um rato? federico choramingão.
e nessas horas em que o deixo, o troco por viagens e desapegos a ele pergunto, então, é um homem ou um rato? federico choramingão.
domingo, 21 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
a respiração ofegante deste lado da linha enquanto do outro se ouvia a voz cortante da lira boa noite, negrinha. ignorante, por um instante minha alma de criança pedante quis nunca mais ouvir.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
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