vou te contar uma história. que começa no instante em que me aproximo para dar início a não-ficção, instante aquele em que não me retrato, dezoito minutos antes, onde o observador passivo e atento que salvo a minúcia do "não te conheço", aborda o protagonista principal e inicia um diálogo novo sobreposto ao velho roteiro. antes eu protagonizava e decidi abrir espaços a você. antes eu negligenciava qualquer tipo de existência, e então você achou melhor dar uma festa no jardim da minha casa. nenhuma existência se limita a consecuções de respiros. todos pedem por respostas. e o meu questionário tem início aqui. o questionário da não-derrota.
5 comentários:
li e reli (inúmeras vezes), mas ainda não consegui sair desse labirinto (q muito me agrada)...
lia e ia cantarolando o tango dos guarda-chuvas na praça xv confere elegância ao passo da multidão triste lambe-lambe, aquém e além do tempo. nunca mais, nunca mais.
com dois éles?
e costuma usar tapa-olho?
Perdi a minha querida e vieram as lágrimas, estou triste, peço desculpas por alguma coisa, qualquer coisa, não sei, o que sinto no momento é apenas um vazio e aquele lugar não será o mesmo sem você.
dias atrás interpretei a palma da sua mão como um 'pare', pare de ser invasivo (ou/e chato) e resolvi mudar, resolvi não mais importuná-la (até agora eu não sei se era isso que eu causava em vc), até deixei de elogiar a sua foto do perfil (a útlima... a última e justamente a mais bonita de todas! a mais bela!se soubesse o tempo que fiquei boquiaberto de tanta admiração...como um verdadeiro idiota), tive que fazer um esforço hercúleo para não realizar mais visitas, mas agora não sei se agi corretamente...só sei que te adoro, adorava a sua presença e a única ligação que nos resta agora é o seu blog. isso me causa medo, medo de perder este único fio q nos une (ou melhor, q me une a vc). Justamente hoje, justamente hoje isso foi acontecer. hoje que, durante a tarde, andei pensando (sonhando acordado) um bocado em você enquanto descansava na minha cama e ouvia o álbum 'white chalk' (da pj harvey)...
Momentos depois sou surpreendido com essa má notícia. Atribuí algo de intuitivo nisso tudo.
Perdi o chão e a alegria do dia, foi este o impacto de sua saída causado em mim.
Peço que volte, por favor.
um beijo no coração!
Thyrson
ps. considere esta carta uma exceção (apenas para que saiba o quanto vc me é valiosa). o meu comportamento de incentivo silencioso, tomado com base nas minhas interpretações (loucas/errôneas/incertas), continuará. Não irei mais manifestar-me expressamente, em nome do medo de perder nosso ( o meu) último contato (com a sua pessoa).
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