sexta-feira, 3 de agosto de 2012

per aspera ad astra

não, eu não posso saber em que fim você cai, caiu ou eventualmente possa cair. até porque você se tornou um buraco que se abocanha, enchendo de si mesmo, regurgitando a si mesmo. e o que regurgita? poesia, lírios, dialética que-se-faz-de-clichê-mas-não-é de entendimento além da razão, dialética de sinestesia literária. française. pra libertar.

não, nós não conversamos sobre muitas coisas. é como se, feito crianças, ficássemos passando a batata quente. você, eu, você, eu, nós, eu, você, você, eu... o espaço em branco. o buraco poético.

eu queria te escrever coisas épicas, borrascas de um boêmio. contar causos de néon. será que um dia vou andar pelas ruas de londres, derramar conhaque em papéis, escrever sobre a escolástica, abstinência e amor? does the time deface us?

Um comentário:

Gugu Keller disse...

A necessidade de escrever vem antes do o quê.
GK